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terça-feira, 5 de outubro de 2010

COTIDIANO DO ESPORTE - Sidney Santos*

Maior Prêmio
Sidney Santos
  - crônica escrita em 08/5/2009

    Eu juntamente com dois amigos professores de Educação Física participando do projeto Educação Por Meio do Esporte ministrando aulas de Futsal para meninos e meninas em idade entre 11 e14 anos, alunos da Rede Municipal integrantes do Ensino Fundamental - Ciclo II, cujo objetivo é mostrar a importância da modalidade esportiva com os valores de competição e cooperação bem como um bom relacionamento de grupo, respeitando o desenvolvimento gradativo das crianças, procurando contribuir com o processo educativo, às vezes passamos por situações inusitadas, senão vejamos:
    Determinados pais, e com a devida compreensão, querem assistir as aulas de seus filhos, porém além os deixar inibidos, se tornam literalmente “torcedores”.
    Por esse fato acima deixamos recomendados às senhoras inspetoras de alunos que os pais não podem permanecer junto a seus filhos durante as aulas mesmo porque a quadra esportiva não comporta assistência de público. Salientamos também que qualquer pessoa que se dirija à quadra chame uns dos professores evitando assim algum incidente como por exemplo, boladas.
    Os alunos não participantes do projeto também não podem freqüentar o local por medida de segurança, mesmo porque as aulas começam após o horário normal (18:00 hs) e só os alunos com autorização dos pais ou responsável podem fazê-lo.
    Eis que ao iniciarmos a aula de quarta feira um aluno de 7 anos, com a devida autorização da inspetora ,subiu ao 4º andar, local da aula e falou:
_ “Professor!     Não vim jogar não; só quero ficar vendo um pouquinho porque minha mãe se atrasou e só vem me buscar daqui meia hora”.
    Já providenciando um local seguro para o “Pequeno Polegar” expliquei que poderia ficar assistindo enquanto esperava a mãe salientando ser um caso excepcional e pedindo para que não se ausentasse do local antes de sua mãe chegar.
    O menino, sentado na cadeira e protegido por uma rede, sorria participando com sua torcida e balançando a cabeça quando as jogadas não davam certo.
    Logo sua mãe chegou e com o recado vindo do andar térreo ele foi autorizado a descer.
    No dia seguinte eu estava fazendo minha caminhada na calçada da praia e escutei uma voz:
-“Oi Professor!
    Não era voz dos meus alunos; era voz de criança menor. Olhei e vi a uns 10 metros o aluninho sentado no quiosque, juntamente com a mãe e comendo aquele sanduíche. Os dois sorriram.
    Como de costume dei tchau com as duas mãos e segui meu caminho.
    Professor é isso: ensino, compreensão, carinho e honestidade de propósito.
    No mundo atual de tanta correria não tem maior prêmio:
    Um sorriso de criança.
    Estamos no mês de outubro ( mês das crianças) e esta história de esportes, de ensino, de criança só está aqui para homenagear todas as mães na figura da mãe do Pequeno Polegar que após uma jornada de trabalho encontra tempo para comer um sanduíche e brincar com o filho na praia.

*  Sidney Santos Professor Educação Física - Bacharel em Treinamento Desportivo p/ Universidade Metropolitana de Santos - Faculdade de Educação Física de Santos

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