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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Caiçara



CAIÇARA
Sidney Santos*

Caiçara sou, dos pés nas areias
Olhos no infinito
Sal na pele, sangue doce nas veias
Abraços no mar bonito

Caiçara sou, na vida poesia
Versos de amor
Cantigas de alegria
Do sol, minha cor

Caiçara sou, amigo do vento
Do canto da sereia
Noites de alento
Pequenino grão de areia

Caiçara sou, menino à correr
Amor à espraiar
Na ilha viver
Só pra te amar
29/9/2009

*
Integrante da 1ª Antologia de Poetas PG/SP e
Proyecto Sur Brasil - XVIII Congresso Brasileiro de Poesia - Bento Gonçalves RS



 

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Surf no Brasil




Fotos das etapas de fabricação Fábrica Zampol – Santos SP
Fotos Paulo Henrique


ETAPAS DA CONSTRUÇÃO DE PRANCHAS DE SURFE

FRANCISCO MARTINEZ PEREZ NETO
PAULO HENRIQUE DE JESUS DA SILVA
CARLA BAPTISTA DE OLIVEIRA
SIDNEY MENDES SANTOS



1. HISTÓRICO DO SURFE
A história do Surfe tem como certo que o esporte nasceu no Havaí, porém existem referências de prática no Peru, África do Sul e até na Polinésia. No Brasil os precursores foram Osmar Gonçalves, Sílvio Malzoni e João Roberto Suplicy Haffers conhecido como Juá, sendo assim considerados os primeiros surfistas brasileiros que iniciaram a prática na cidade de Santos no Litoral Paulista na década de 40 (Sec XX). Com o tempo a modalidade foi se desenvolvendo até chegar aos parâmetros atuais de preparação e tecnologia da modalidade.
A praia do Arpoador/RJ com a “cultura do surf” nos meados de 1970 serviu de base para o desenvolvimento em todo Brasil, com aparição de novos moldes e materiais arrojados.








2. EVOLUÇÃO DAS PRANCHAS
As primeiras pranchas de madeira começaram sendo feitas no Havaí, e esse tipo de construção continuou com o americano Thomas Edward Blake (Tom Blake). Dedicado homem do mar, além de campeão de remo, natação e surfe. Com perfil inovador inventou pranchas que continuavam sendo de madeira, porém eram ocas, tendo como exemplo a prancha “ollo havaiana” que pesava aproximadamente 150 quilos. As pranchas de Blake dependendo do tamanho pesavam entre 25 e 35 quilos, se tornando mais acessível para a massificação do esporte. Entre as décadas de 30 e 40 (SEC XX) as pranchas desenvolvidas por Blake eram as melhores, sendo que os surfistas tinham ao menos um modelo de prancha, e isso perdurou até aproximadamente a década de 50. No Brasil Júlio Pultz (carpinteiro naval), considerado o primeiro shaper brasileiro fazia pranchas cavadas na madeira.
Logo após este período, com o advento da espuma de poliuretano e da fibra de vidro, as pranchas de surf ganharam uma leveza nunca conseguida e a evolução dos shapes apareceu rapidamente. Essa experimentação ocorreu com o foco voltado ao núcleo de espuma e dessa forma o design apropriado das “pranchas de surf” foi apurado. Paralelamente, em outras áreas, principalmente na construção naval foi desenvolvida a resina epoxy com suas qualidades de leveza, estrutura e estanqueidade que quando aplicadas à madeira surte bons efeitos.



3. ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA PRANCHA DE SURFE
Shape: O Shape é o desenho da prancha, pode ser feito manualmente por raspagem do bloco, ou por máquinas. Na fábrica visitada (Zampol ) é utilizada uma máquina de fabricação própria para “usinagem” da prancha; sendo que a partir daí a mesma é lixada para retirada dos sulcos para deixá-la lisa e pronta para as próximas etapas. O profissional responsável por essa parte é o Shaper.
• Deve-se gastar o poliuretano na parte inferior, com uma plaina elétrica ou manual, sendo que na parte inferior a prancha deverá ter um bom desgaste no poliuretano no lado do bico a fim de se obter uma boa envergadura na prancha.
• Já o lado da rabeta deve-se gastar o mínimo possível do modelo do shape até que o surfista calcule a flutuação ideal para o seu uso. A longarina deve ser rebaixada com a plaina manual.
• Terminada a parte inferior da prancha deve-se começar a parte superior ou o lado de cima dela. O lado de cima da prancha deverá ter uma modelagem uniforme, ou seja, a parte que se deve shapear mais é o lado inferior do poliuretano e não o superior.
• Para um fácil caimento da borda, o shape deve ser colocado no cavalete de lado, e então começar a gastar a borda com surform, usando o surfom do bico até a rabeta formando assim várias linhas.
• Terminada as linhas, arredondar com lixa de ferro até que a borda fique uniforme para ter flutuação adequada do bico até a rabeta.
• Para a laminação transparente devemos começar primeiramente em baixo da prancha, colocando o tecido sobre a parte inferior e cortando com uma folga de tecido de aproximadamente 7 cm.
• Colocado o tecido em toda a prancha, preparar 800g de resina pré-acelerada, 40g de monômero, misturar até o monômero diluir a resina. Diluída a resina, adicionar 4% de catalisador e misturar bem.
• Com a resina catalisada, deverá ser jogada por cima do tecido e então se começa a espalhar a resina sobre a prancha com a espátula, deixando a resina escorrer no tecido da borda. O tempo de trabalho da resina é de aproximadamente 15 a 25 minutos conforme a temperatura ambiente.
• Para a laminação superior, usa-se o mesmo sistema, sendo a medida respectivamente 700g de resina, 30g de monômero e 3,5% de catalisador.
Laminação: É o envidramento da prancha o que a isola da água. Essa etapa é obrigatória e essencial para que a durabilidade da prancha seja maior. A resina e fibra de vidro são os materiais que garantem essa condição. O laminador tem que tomar cuidado já que essa etapa não deve tirar as formas da prancha, sendo que essa função é passível de muita responsabilidade.
• Fixar a quilha antes do banho grosso, sendo que a quilha deverá ter um bom reforço de roving e retalhos de tecido na sua base.
• A decoração pode ser feita na placa de poliuretano com resina bem diluída ou tinta Duco, conforme o gosto do fabricante ou também depois da prancha estar totalmente lixada com lixa grossa antes do banho para acabamento.
• Terminada a laminação, basta aplicar Hot Coat (Resina e monômero parafinado). Sua medida é de 350g de resina, 20g de monômero parafinado e 6% de catalizador.
• O Hot Coat deve ser aplicado com um pincel na parte superior e seco; lixar totalmente a prancha com lixa de ferro 50 para tirar as ondulações da laminação.
• Depois de seco o banho fino, lixar a prancha com lixa d'água 360 e posteriormente a 600.
• Depois de lixada a prancha, reforçar o brilho com boina de pele de carneiro usando Kaol e massa para polimento.
O lixamento a seco é uma etapa opcional.
• Pintura: Essa etapa é opcional e feita com pistola de air brush e ainda com tinta vinílica. Máscaras de proteção são usadas para segurança pessoal dos envolvidos na fabricação, tanto pela toxidade da tinta como contra resíduos de partículas sólidas.
• Quantidade de pessoas que trabalham na oficina visitada: 8 (oito).
• Exemplo de ferramentas e materiais utilizados: plainas, lixas, blocos, cavaletes, tinta vinílica, moldes, máscaras.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Surf no Brasil está em evolução com aparecimento de atletas, envolvimentos de patrocinadores, associações e federações, como também a área Acadêmica, contribuindo assim com seriedade para a consolidação do esporte, que também ganha destaque na imprensa especializada com transmissões de eventos esportivos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dia do Professor de Educação Física


Salve 1º de setembro!


Discóbulo de Mirón - Símbolo da Educação Física

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal -

"... desconheça a ira, nada cobice e creia mais ..."

wikipedia.org

Educação Por Meio do Esporte

Painel - Artigo Científico - Educação por Meio da Modalidade Esportiva Futsal

EDUCAÇÃO POR MEIO DA MODALIDADE ESPORTIVA FUTSAL
UNIMES - UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
Faculdade de Educação Física de Santos
CAIO CÉSAR LEITE MARTINS, KALED FERREIRA BARROS, MAURO SERGIO MOTTA, SIDNEY MENDES SANTOS

INTRODUÇÃO
O Futsal se apresenta com grande destaque no Brasil, contando com inúmeros praticantes tanto nos clubes esportivos, na rede escolar privada e nas escolas públicas.
O conhecimento do significado da bola e sua representação desde a mais tenra idade, o valor cultural apresentado, a relação do esporte com a vida diária são fatores relevantes para o crescimento da modalidade e sua importância no processo educacional.
OBJETIVO
Mostrar a importância da modalidade esportiva Futsal com seus valores de competição e cooperação, respeitando também o desenvolvimento gradativo das crianças, com suas limitações, emoções e compreensão humana, visando um melhor rendimento nas atividades exercidas em sala de aula, um bom relacionamento de grupo, colaborando assim para melhoria da educação.
Enfatizar a importância do Professor de Educação Física, seu desempenho interdisciplinar no Ensino Fundamental. Ressaltar a aplicação de regras, hábitos de higiene, respeito a si próprio e ao próximo.
METODOLOGIA
Pesquisa qualitativa com metodologia constituída por dados bibliográficos e sites disponibilizados nas principais Universidades como USP e UNICAMP.
RESULTADOS: INTERAÇÃO ESPORTE EDUCAÇÃO
A educação por meio do esporte ganha importância, uma vez que se tenha domínio de habilidades, com o desenvolvimento da atenção e concentração, expressão de pensamentos, podendo combiná-los com ensinamentos em sala de aula.
Destacando a prática do Futsal onde a criança com os movimentos aprendidos, possa desenvolver seu aprendizado na modalidade e aprimorar movimentos combinados com obtenções não motoras interagindo no processo educacional e em outras atividades diárias.
CONCLUSÃO
A prática do Futsal no âmbito escolar por crianças do Ensino Fundamental deve ser realizada sem pressões, priorizando-se o lúdico, o prazer e a qualidade de vida. A inclusão é primordial, sendo que o Professor de Educação Física se ocupará em utilizar os meios pedagógicos que venham auxiliar o desenvolvimento das crianças por completo. Os dados obtidos na presente pesquisa já estão sendo utilizados no Projeto Educação Através do Esporte na E.M.E.F. Professor Florestan Fernandes na cidade de Santos/SP, em aulas de Futsal para vinte meninas e quarenta meninos, devidamente matriculados no Ensino Fundamental - Ciclo II e sob orientação de Professor de Educação Física - Coordenador.


  Sidney Santos Professor Educação Física - Bacharel em Treinamento Desportivo p/ Universidade Metropolitana de Santos - Faculdade de Educação Física de Santos
Técnico Especialista em Futsal